Blog da Parábola Editorial

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10 presentes incríveis para o dia do Professor

Dia do Professor 10 presentes incríveis para o Dia do Professor

Com menos de R$ 50,00 você fará bonito no Dia dos Professores

A Parábola preparou uma lista com dez presentes para você, estudante de Letras, Linguística, presentear aquela professora/aquele professor por quem tem um grande carinho, por quem você realmente tem gratidão e reconhecimento.

Vamos lá!

 

1 - Assinatura do Clube Parábólicos

O Clube Parabólicos é o primeiro clube do livro exclusivo para profissionais e estudantes de Letras e Linguística. Além de uma caixa todo mês, ao se tornar membro, o assinante do Clube Parabólicos recebe um clube de vantagens: 30% de desconto permanente em todas os produtos da Parábola, descontos exclusivos em mais de trinta lojas de varejo do mercado, encontro mensal com autores, participação em um grupo exclusivo para membros, assinatura gratuita da Revista Digital Parábola com assuntos que ajudarão muito no dia a dia de quem estuda ou trabalha na área. Como você vê, esse é um presente incrível, que vai encher o coração💜 do(a) seu (sua) professor(a) de alegria.

O clube tem planos que começam a partir de R$ 22,90 e a caixa traz: um miminho literário, um livro-lançamento da Parábola, folheto explicativo da obra e marcador de texto. Ao aderir aos planos anuais, o assinante recebe de brinde a nossa tão cobiçada caneca Parabólicos.

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Parábola Editorial: retrospectiva 2020

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Kaya Adu Pereira

Assistente de Edição da Parábola Editorial

 

Em meio à inoportuna pandemia da covid-19, entre os desafios enfrentados por nós, da Parábola Editorial, o que mais nos preocupou foi nossa relação com o público, condicionada a se adaptar às redes sociais.

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Dez presentes perfeitos para os amantes de livros de linguística e língua portuguesa

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A Parábola preparou uma lista de dez presentes perfeitos para você aproveitar a Black Week da Parábola e presentear os amantes da língua e da linguagem com livros de linguística e língua portuguesa.


1. Assinatura-presente Clube Parabólicos

Essa dica é a primeira porque vale ouro. Você pode dar de presente uma caixinha do nosso clube exclusivo com livros de linguística no mês de aniversário das pessoas de quem gosta. Nela são enviados: um lançamento da Parábola, um marcador magnético e um voucher de 30% de desconto para os produtos do nosso site. Quer arrasar com um presente diferentão? Esse é de arrasar!

 

2. Curso - Variação linguística e ensino com Marcos Bagno

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BLACKFRIDAY NA PARÁBOLA

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 Um final de semana de ofertas para uma vida inteira de conhecimento

Há alguns anos, a tradição da Black Friday começou no Brasil. Vai chegando o fim do ano e muita gente fica ansiosa para aproveitar as promoções. Todo mês de novembro, as lojas se preparam para conquistar os clientes com bons descontos e os consumidores se preparam para a busca do melhor preço.

Independentemente do seu perfil, vale muito a pena continuar a leitura e descobrir as boas oportunidades que preparamos.

Mas, afinal, o que é a Black Friday?

A Black Friday é um evento que teve origem nos Estados Unidos. Ela acontece no final de novembro porque ficou definida para acontecer um dia depois do Dia de Ação de Graças desse país (o universalmente conhecido Thanksgiving Day), ou seja, celebra-se no dia seguinte à quarta quinta-feira de novembro. É a temporada que inaugura as compras natalinas com grandes promoções.

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História das línguas, histórias da linguística

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História das línguas, histórias da linguística é um convite expresso para uma festa de aniversário: os 70 anos de Carlos Alberto Faraco, completados em maio de 2020. A pandemia nos forçou a adiar a comemoração, mas aqui estamos nós, num ato raro dentro de nosso cronograma de publicações: promovendo uma celebração, provocando uma pausa para fazer uma homenagem.

Carlos Alberto Faraco é um autor que dispensa apresentações junto aos leitores da Parábola Editorial. Sim, do ponto de vista da persona autoral isso é verdade. Já do ponto de vista pessoal, ele merece ser mais conhecido. Leiam o trecho a seguir para verem um aspecto pessoal que se tornou princípio de ação:

[…] fui sendo levado ao passado para melhor sustentar meus argumentos. Penso que, como saldo desses anos de pesquisa, tenho conseguido oferecer à área um conjunto de informações importantes para nossos debates contemporâneos. Me incomodam muito certos discursos que, por falta de uma perspectiva histórica, se alardeiam como grandes novidades. O conhecimento histórico nos relativiza e nos chama à humildade intelectual (Carlos Alberto Faraco, 2020, “Depoimento pessoal”).

Essa “questão” pessoal é de tamanha importância que passou a ser assumida como orientação programática pelos grupos de pesquisa e de ensino que contam Faraco entre seus colaboradores. E também passou a ser uma das linhas de publicação da Parábola Editorial. Como nosso homenageado, temos completa convicção de que o conhecimento da história da língua portuguesa e de nossa história social, política e econômica pode nos levar a um mais alto patamar de conhecimento e de comprometimento com nosso papel na construção da sociedade que desejamos ver instalada no Brasil: democrática e inclusiva. Se vocês olharem para nossos lançamentos verão esse viés editorial claramente.

Por conta de nossa identificação com aquilo que aqui chamamos de “o princípio histórico” de nosso autor e de nossa convicção da urgência de iluminar as ideias centrais de sua obra e pensamento, abrimos duas exceções para fazer chegar essa obra histórica a vocês [uma vez que só podíamos celebrar os 70 anos de Faraco com vocês nas páginas de um livro]:

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A Parábola Editorial finalmente eletrônica

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Marcos Marcionilo

O livro digital sempre levantou muitas questões e continua a fazê-lo. De todos os teores. Da paginação ao DRM. Por causa de tantas questões é que vimos, aqui na editora, refletindo sobre a conversão [termo bem polissêmico, simultaneamente religioso e técnico…] de nosso catálogo ao formato digital desde o final da primeira década dos anos 2000. Andréia Custódio e eu, sócios igualitários na editora, sempre olhamos para o alto, para baixo, para os lados, para dentro, tentando decifrar as sempre densas nuvens do mercado editorial brasileiro em busca do momento propício para a incontornável conversão digital de nossos títulos [sempre soubemos que essa medida seria inevitável]. Várias agregadoras nos procuraram nesses dez anos de ‘discernimento’ [para usar uma palavra antiga e também religiosa!], mas o que todas elas iam semeando em nosso espírito eram dúvidas, dúvidas e mais dúvidas.

E o tempo passando [vocês têm também a sensação de que o tempo se acelera?], as questões se avolumando, e a gente olhando para o mercado em busca de mensurar qual a aceitação, qual a presença, qual a participação dos livros digitais no total de aquisição de títulos. Nossa base de leitores nunca manifestou, em porcentagem significativa, ter aderido ao livro nesse formato. Todas as consultas sobre títulos digitais vinham sempre [nesses anos todos] de poucos leitores, especialmente de outros países: professoras brasileiras de português como segunda língua, professores estrangeiros de português em busca de material, linguistas pesquisando em língua portuguesa, sempre poucos e localizáveis, mas já uma força pressionando em favor da conversão.

Outro fator latente no nosso ‘discernimento’ de tantos anos era o fundo de catálogo. Como estamos editando desde 2001, temos os livros que permanecem como de interesse para a maior parte de nosso público [e seguem sendo reimpressos, mesmo em tiragens menores] e aqueles que perdem público horizontalmente, mas subsistem como leitura necessária para especialistas. Esses constituem o “fundo de catálogo”. Por aí começamos. Ali por 2012, pedimos autorização aos autores com obras de fundo de catálogo para a digitalização desses títulos. Todos aceitaram imediatamente, mesmo porque, àquela altura, esperávamos que os e-books viriam a se tornar, em circulação e vendas, mais percentualmente expressivos do que jamais vieram a ser. Contudo, já tínhamos ali contratos que nos permitiam adentrar os novos tempos: a tão falada era digital.

Vão vendo…

E então MarcosBagno e Orlene Carvalho surgem com um título “brasileño” que, por sua concepção mesma, não funciona cem por cento em papel e funcionará melhor simultaneamente em papel e em formato digital: A Gramática brasileña para hablantes de español [2015]. Naquele momento, pensamos que a demanda por esse título específico se faria sentir mais em formato digital, levando-nos ao momento da conversão. Mas ela não aconteceu àquela altura. O livro seguiu então sua carreira em papel, circulando prioritariamente no Brasil, a despeito de seu potencial de mais amplo alcance.

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A EVOLUÇÃO DAS FORMAS GRAMATICAIS

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A evolução das formas gramaticais reúne os principais textos sobre linguística geral escritos pelo linguista francês Antoine Meillet (1866-1936). Marcos Bagno organizou essa edição inédita no Brasil, selecionando, traduzindo e comentando cada um dos textos por ele escolhidos para essa edição inédita. Temos aqui uma contribuição fundamental para a fundamentação e o avanço dos estudos linguísticos no Brasil.

Meillet, o propositor do termo gramaticalização, nunca escreveu um grande manual de linguística geral. Sua preferência foi sempre publicar análises de temas específicos no formato de artigos para diversas revistas acadêmicas. Do conjunto desses artigos, é possível deduzir princípios para uma linguística geral, em particular para o estudo da mudança linguística. E tais princípios são balizas que mantêm heuristicamente vivo o pensamento de Meillet, em especial para o enfrentamento das complexas relações língua e sociedade.

Desde o nascimento da linguística moderna, aparecem duas tendências: uma que consiste em acentuar essencialmente a forma da língua e outra que insiste em suas funções sociais. Para além dessa ruptura, naqueles primeiros anos do século XX, aparecem na Europa, singularmente na Europa francófona, dois paradigmas diferentes: um que, a partir de Saussure, conduzirá ao estruturalismo, e outro que, a partir dos autores que evocamos, conduzirá à abordagem sociológica dos fatos de língua.

Contudo, a situação hoje é muito diferente da que Meillet podia imaginar. A linguística como “ciência social” não se constituiu, ela sofre de uma espécie de babelismo, de divisões bizantinas entre sociolinguística, psicolinguística, antropologia linguística etc., sendo o conjunto abrigado no balaio de gatos chamado “ciências da linguagem”. Meillet não queria criar, ao lado da linguística, outra ciência, a sociolinguística, mas queria que a linguística assumisse seu estatuto de ciência social. O que realmente não se deu…

Antoine Meillet foi o pensador que, na virada do século XIX para o XX, mais claramente estabeleceu as bases gerais de uma linguística que integrasse fatos sistêmicos (puramente linguísticos) e fatos sociais. As coordenadas de seu pensamento, se ficaram à margem das principais tendências da linguística durante algumas décadas, foram relidas e retomadas na criação e desenvolvimento da sociolinguística, em especial na teoria proposta por Labova partir da década de 1960.

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O que eles buscam em nós

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Mensagem aos Professores no atípico ano pandêmico de 2020

Celso Ferrarezi

Em 1985, a direção da escola de educação básica em que eu trabalhava, ali naquela periferia de uma cidade amazônica, me lotou para substituir uma professora que tinha sido afastada por estar enfrentando problemas com o alcoolismo. Havia, ainda, o complicador de essa professora morar no bairro da escola e, algumas vezes, ser vista pelos alunos caída na sarjeta nos finais de semana ou indo alcoolizada trabalhar. Era uma 2ª série fundamental (naquele tempo, uma classe com alunos de 8 anos de idade).

Passados alguns dias na regência da sala, uma aluninha muito pequenininha chamada Amanda, na hora em que todos estavam copiando as tarefas da lousa, se levantou quietinha e veio se achegando até a minha mesa daquele jeito manhoso que só os gatos — e as crianças pequenas — desejosos de alguma coisa, conseguem ter, aquele jeito manhoso de quando se esfregam em nossas pernas. Ela primeiro se encostou em mim, depois me abraçou e, depois de alguns segundos, me disse:

— Ainda bem que agora a gente tem professor...

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10 livros de linguística que não podem faltar na estante do professor de português.

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Esses dias, leitores da Parábola Editorial declararam nas redes sociais, com fotos de suas estantes, a proximidade existente entre a editora e seu público. Essas demonstrações espontâneas nos alegram, nos impulsionam, mas, acima de tudo, nos fazem refletir sobre nossa responsabilidade com a formação de professores de linguagens e de pesquisadores no campo dos estudos linguísticos no Brasil. Essa responsabilidade nossa também significa apresentar ao público que ainda não nos conhece [tão vasto ainda!] alguns [alguns, apenas] dos nossos títulos que não podem faltar na sua estante. Venha conosco:

1- Gramática Pedagógica do Português Brasileiro, de Marcos Bagno

Essa obra é fonte de muito conhecimento para a formação de docentes em língua materna, para que as professoras e os professores de português e de outras disciplinas conheçam mais profundamente e com melhores bases teóricas o seu objeto de trabalho, o português brasileiro. Não se deve ensinar gramática na escola (no sentido tradicional de “gramática”), mas quem vai ensinar na escola deve conhecer muito bem a gramática da língua. 

(Acesse essa obra aqui)

2- Aula de português, de Irandé Antunes

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SEXISMO NA LÍNGUA E INTERVENÇÃO SOCIAL

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Excertos de Cameron, Deborah (1997), “Demythologizing Sociolinguistics”. In: Coupland N., Jaworski A. (eds.). Sociolinguistics. Modern Linguistics Series. Palgrave, London. https://doi.org/10.1007/978-1-349-25582-5_8. Tradução e adaptação: Marcos Bagno.

Nos últimos vinte anos, a questão do “sexismo na língua” tem sido um tema ardentemente debatido dentro e fora dos círculos linguísticos profissionais. O que está em causa são os modos como certos subsistemas linguísticos (títulos convencionais e formas de tratamento, partes do léxico e até da gramática, por exemplo) representam o gênero. As feministas têm apontado que a tendência dessas representações é a de reforçar divisões e desigualdades sexuais. Fatos notórios da língua inglesa são, por exemplo, a marcação morfológica de vários nomes de agentes referentes às mulheres (actress [“atriz”], usherette [“lanterninha {do cinema}); a existência de mais termos sexualmente pejorativos para as mulheres do que para os homens; o uso não-recíproco de termos afetivo-depreciativos dos homens para as mulheres; e, ainda mais notório, o uso genérico de pronomes masculinos.

Não deve nos surpreender que fenômenos como esses sejam amplamente entendidos como um exemplo de “língua refletindo sociedade”. A “sociedade” sustenta determinadas crenças sobre homens e mulheres e seus status relativos; a língua “evoluiu” para refletir tais crenças. As feministas vêm tentando argumentar que tem mais coisa acontecendo do que um reflexo passivo: a prática linguística sexista é uma instância do sexismo em si mesma e reproduz ativamente crenças específicas. Mas os sociolinguistas não-feministas têm falhado notavelmente em compreender a questão delas.

Isso fica particularmente evidente em discussões sobre mudanças recentes no uso do inglês — mudanças que ocorreram sob pressão das campanhas feministas contra o sexismo na língua. Por algum tempo, a opinião de muitos/muitas linguistas era a de que reformar a língua sexista era um objetivo desnecessário, trivial, uma perda de tempo, já que a língua simplesmente reflete as condições sociais. Se as feministas se concentrassem em remover desigualdades sexuais mais fundamentais, a língua mudaria por conta própria, refletindo automaticamente a nova realidade não-sexista. (Isso, aliás, sugere uma visão de língua que supostamente deveria estar obsoleta no pensamento do século 21, e que podemos rotular de “falácia orgânica”: a de que a língua é como um organismo, com vida própria, e evolui para satisfazer as necessidades de seus/suas falantes. Permanece um mistério o modo exato como a língua faz isso.)

Mais recentemente, porém, ficou óbvio que a reforma linguística tal como proposta pelas feministas tem obtido algum sucesso. Por exemplo, está claro que os pronomes masculinos genéricos não são mais usados uniformemente por falantes e escreventes cultos/cultas; até mesmo fontes respeitadas como Quirk et al. (1985) reconhecem a existência de alternativas como o they singular e a fórmula he or she. Como os/as sociolinguistas tratam esta mudança no uso pronominal do inglês? Espantosamente, eles/elas nos dizem que isso ocorreu “naturalmente”, como um reflexo do fato da posição social das mulheres ter se alterado radicalmente nas duas últimas décadas.

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Cinco ideias de presentes que custam menos de R$ 35,00 para o Dia do Professor

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Nesse Dia do Professor, precisamos demonstrar toda a nossa gratidão. Durante a pandemia, elas e eles têm se desdobrado para nos motivar, envolver e promover a educação dos alunos à distância, muitas vezes sem domínio dos recursos das tecnologias e até sem nenhuma infraestrutura.

Então, para te ajudar nesse belo agradecimento, separamos cinco ideias incríveis para você arrasar no dia dos professores investindo menos de R$ 35,00.

1. Livro - A escola: uma questão pública:

Silvio Gallo e Samuel Mendonça (organizadores) 

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Pode se falar de evolução da língua?

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Marcos Bagno

Há alguns dias, por ocasião do lançamento do livro A evolução das formas linguísticas, que reúne textos do linguista francês Antoine Meillet (1866-1936), uma pessoa me perguntou por que aparecia “evolução” no título em lugar de “mudança”, que é o conceito mais difundido na linguística contemporânea: a ideia de “evolução” não levaria a pensar que as formas linguísticas atuais são “melhores” ou “mais eficientes” que as mais antigas?

A resposta que dei foi: na palavra “evolução” não há nada que indique “melhora” ou “aperfeiçoamento”. Essas conotações positivas (ou teleológicas, melhor dizendo) derivam de uma série de distorções da qual tem sido vítima há mais de 150 anos a teoria da evolução proposta por Charles Darwin (1809-1882) em seu livro A origem das espécies (1859). Vamos tentar limpar esse terreno.

Nunca é demais enfatizar que a teoria da evolução de Darwin pressupõe variação, ao contrário de uma visão reducionista que apresenta uma mudança em linha reta, em que uma espécie anterior se transforma na sucessiva e assim por diante, como o famoso desenho do girino que se transforma paulatinamente em sapo. Por isso, a repetidíssima imagem da “evolução do homem” — a de um macaco que aos poucos se transforma em homem — é uma das mais equivocadas noções cristalizadas no senso comum, um erro sem tamanho! Na verdade, diversas variedades de seres humanos existiram num mesmo recorte temporal, e foram as mudanças causadas pelos mais variados fenômenos (geológicos, climáticos, ecológicos etc.) que levaram à sua extinção gradual e à sobrevivência da espécie atual. Por exemplo, os neandertalenses, os denivosanos e os sapiens modernos viveram no mesmo período, e tudo indica que houve intercruzamento genético entre as espécies. (Aqui vai um link para um esquema cientificamente embasado da verdadeira evolução da espécie humana: http://1.bp.blogspot.com/-yEUEavwMSCE/ULtMp3e_cVI/AAAAAAAAADQ/Y_JxBB5ag0s/s1600/familytree_page.tif). 

Repetindo: o termo evolução não implica jamais nenhum tipo de “aperfeiçoamento” ou “melhora” do que havia antes: evoluir significa simplesmente a passagem de um estágio a outro (de novo, por meio de variação), sem nenhum tipo de mudança para melhor — o mamute pré-histórico estava tão bem adaptado a seu ambiente e interagia tão adequadamente com ele quanto o elefante moderno. Evoluir significa adaptar-se a novas “condições de existência” (expressão usada por Darwin).

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10 livros que não podem faltar na estante do professor de Língua Portuguesa

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Multiletramentos na escola de Roxane Rojo

Hoje, qualquer um edita um áudio ou um vídeo em casa, produz animações de boa qualidade, constrói objetos e ambientes tridimensionais, combinados com textos e imagens paradas, adiciona música e voz e produz trabalhos muito além do que qualquer editora ou estúdio de cinema poderia fazer até alguns anos atrás.

Acesse essa obra aqui

Gramática Pedagógica do Português Brasileiro de Marcos Bagno

Essa obra pretende contribuir para a formação docente, para que as professoras e os professores de português e de outras disciplinas conheçam mais profundamente e com melhores bases teóricas o seu objeto de trabalho, o português brasileiro.

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*weid-: visões, ideias, ferramentas para o conhecimento

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Francisco Calvo del Olmo

 

 

Non ut per tenebras uideamus, sed ut ipsas (“que nós vejamos não através das trevas, mas as próprias trevas”).

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Agradecimento - Professora Vera Menezes

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Em tempo de pandemia, de distanciamento, de isolamento, a ressignificação de algumas ações acaba por nos aproximar de pessoas que, talvez, de outra forma não aconteceria. O agradecimento que farei a seguir, é um exemplo disso.

 

Cara professora Vera,  

Nós, professora Marileuza e professores em formação inicial do quarto ano de Letras da Unespar, campus de Campo Mourão – Pr., estamos passando por aqui para agradecê-la pela oportunidade que tivemos de poder vê-la e ouvi-la no minicurso intitulado “Como se aprende uma língua estrangeira”. Nele, você abordou conteúdos que faziam parte do Plano de Ensino da turma supracitada. E eu, enfrentando minhas dificuldades com a falta de conhecimento para preparar minhas aulas remotas, ao tomar conhecimento dele, fiz minha inscrição. A cada encontro, fui anotando o que poderia ser observado pelos estudantes e, depois de assistir a cada um deles, produzi um conjunto de orientações para que assistissem a eles também. Sugeri, inclusive que fizessem a inscrição para que pudessem ter certificação. A finalização da tarefa foi um fórum de discussão pelo Moodle, ferramenta utilizada por nós, em tempo de pandemia. Ao ler as interações que ocorreram, senti um forte desejo de agradecê-la, por três motivos: 1º seu minicurso me ajudou em um momento que eu estava sem saber como preparar minhas aulas remotas acerca do que foi tratado por você; 2º perceber o comprometimento dos estudantes nas interações foi muito gratificante; 3º sentir que suas inquietações se aproximam de nossas inquietações nos dão pistas de quão necessária é a formação continuada e do quanto precisamos de políticas públicas que venham ao encontro da formação docente. Professora, pedi autorização a eles para compartilhar alguns fragmentos de suas interações. Foram unânimes no SIM e também na autorização para transcrever algumas de suas falas. Lá vão elas:

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Carta aberta

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São Paulo, Belo Horizonte, Alfenas, 8 de junho de 2020

 

Prezadas Autoras, prezados Autores,

 

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1. *gweih₃-: a raiz da vida frente à necropolítica

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Francisco Calvo del Olmo

 

Muito provavelmente, 2020 não passará para a história como um ano feliz. A crise sanitária originada pela SARS-CoV-2, causadora da COVID-19 (do inglês Coronavirus Disease 2019), pôs em xeque o atual modelo do capitalismo global. Para funcionar, a economia precisa da circulação das pessoas — em primeiro lugar, das e dos trabalhadores, produtores de bens e de serviços, mas também dos consumidores aos quais esses bens se destinam. Se esse mecanismo para, detém-se a produção de mais-valia, benefícios financeiros que, em última instância, vão parar nas mãos daquele 1% da população mundial composto pelos multimilionários. Segundo dados da Oxfam Intermon (disponível em: https://www.oxfam.org/es/notas-prensa/el-1-mas-rico-de-la-poblacion-mundial-acaparo-el-82-de-la-riqueza-generada-el-ano, acesso em: 24 mai. 2020), esse 1% acumulou 82% da riqueza global produzida no ano passado, enquanto a metade da humanidade mais pobre não obteve nenhum benefício desse processo de depredação. No topo desse 1%, encontramos as dez maiores fortunas do planeta, todos homens brancos estadunidenses ou europeus, que precisariam viver mais de mil anos para gastar uma mínima fração de suas fortunas. Porém, a situação da pandemia nos obriga a deter a cadeia de transmissão do vírus ficando em casa para evitar contagiar outras pessoas ou sermos nós mesmas contagiadas. Essa situação nos obriga a evitar deslocamentos para ir aos nossos lugares habituais de trabalho e, ao mesmo tempo, precisamos redobrar os cuidados: cozinhar, limpar, assistir as pessoas doentes e idosas. Tarefas muitas vezes em mãos femininas, mal remuneradas, sottopagate, desvalorizadas, quando não feitas gratuitamente no âmbito familiar.

O que está em jogo aqui é uma divisão binária entre economia e cuidados, entre a proteção da vida ou a promoção do mercado. Governos nacionais, independente da sua cor política, e instâncias supranacionais, independente de suas orientações ideológicas, têm se confrontado com esse aparente dilema. Como amostra disso — talvez anedótica, mas bastante significativa —, podemos lembrar a atuação da administração estadunidense, que monopolizou máscaras e outros materiais médicos no mercado internacional, enquanto o governo cubano mandava médicos voluntários às regiões do norte da Itália, dramaticamente afetadas pela pandemia. Política individualista e própria de um nacionalismo bélico, por um lado, política solidária entre povos latinos, por outro. Em síntese, a crise da COVID-19 nos leva a nos interrogar de novo sobre o valor da vida, pergunta fundamental e recorrente para a condição humana desde os tempos de Platão.
         Isidoro de Sevilha, que viveu entre os anos 556 e 636 da era comum, escreveu uma espécie de enciclopédia intitulada
Etymologiae (Etimologias, em português). Esse nome provinha de um procedimento de ensino que partia da origem de uma palavra para explicar o seu significado, muitas vezes de forma algo forçada ou pitoresca. Com este post, pretendo começar uma série para refletir sobre a origem das palavras para explicar assuntos da atualidade. Assim, gostaria de pedir o favor das leitoras e dos leitores quando minhas exposições resultarem algo forçadas. O objetivo é mergulhar nas palavras, na história da nossa língua, para conhecê-las melhor e, conhecendo-as melhor, usá-las de forma mais certeira, como se as disséssemos pela primeira vez.

O substantivo vida, está bem representado não só em português, mas também em todas as outras línguas da família românica ou neolatina: em galego, espanhol, catalão e occitano escreve-se exatamente igual: vida; em sardo essa grafia alterna com bida, em francês temos vie, em italiano vita e em romeno viață. Observamos, portanto, que as vozes atuais mantêm vivo o étimo latino VITA, substantivo da primeira declinação, que tinha o mesmo significado. Diferentemente dos fósseis naturais que ao menos até o momento não podem ser clonados, os fósseis linguísticos, conservados nas páginas das bibliotecas, podem ser reanimados para criar novas palavras. Dessa forma, o mesmo étimo produziu por via erudita o adjetivo vital. E a coisa não fica por aqui, pois muitos outros termos derivados dessa mesma raiz entraram na língua portuguesa por diferentes vias: viável, vitamina, vivaz, viveiro, vivíparo, vivenda, vianda, vivência, convivência. Todas essas palavras têm seus cognatos nas outras línguas da família. E por falar em famílias, a visão das línguas modernas como a “evolução” resultante de línguas precedentes, a classificação das línguas em árvores genealógicas com “mães”, “tias” e “irmãs”, as metáforas sobre o nascimento e a morte de uma língua procedem do século XIX, quando a teoria da evolução de Darwin revolucionava a área das ciências biológicas, e os linguistas tratavam de trazer aqueles mesmos princípios para a aplicação do método histórico-comparativo. De fato, foi o método histórico-comparativo que permitiu reconstruir a macrofamília das línguas indo-europeias mediante a comparação de línguas antigas bem documentadas como o grego, o latim, o sânscrito, o gótico, o antigo eslavo, o irlandês, o armênio etc. As leitoras e leitores devem ter notado que o latim é parte integrante da lista: a pergunta que surge, então, é se não seria possível mergulhar em águas mais profundas buscando a etimologia de VITA.

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A PARÁBOLA EDITORIAL NÃO PARA NEM DIANTE DO CORONAVÍRUS

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Marcos Marcionilo

Talvez vocês não tenham percebido, mas, durante esses tempos de quarentena para controle da covid-19, a Parábola Editorial tem feito todos os esforços para manter presença no cotidiano de cada um[a] de nossos[as] leitores[as]. Para falar francamente, nunca trabalhamos tanto quanto nesses tempos de parada. Até parece um paradoxo, não é? Mas não é! Na Parábola Editorial, todos sabemos que a hora da crise é a hora da definição de quem está com quem. E nós [a começar de nossas autoras e autores] escolhemos estar com vocês.

Estar juntos seria impossível sem a colaboração generosa de nossos autores e autoras:

Ana Elisa Ribeiro [CEFT-MG]

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O dialeto caipira cem anos depois por Marcos Bagno

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Marcos BAGNO

Nas primeiras décadas do século 20 foram publicadas diversas monografias que descreviam variedades específicas do português brasileiro. Decerto sob influência da dialetologia, disciplina fundada na Europa no final do século anterior, estudiosos brasileiros nos deixaram testemunhos valiosos sobre os modos de falar de algumas regiões. Um desses clássicos da nossa literatura linguística é O dialeto caipira, publicado em 1920 por Amadeu Amaral (1875-1929), intelectual paulista que se dedicou a vários campos de investigação como o folclore e a filologia, bem como a uma produção literária que inclui poesia e ensaios de variada temática. Já na abertura do livro, Amaral declara que o “dialeto caipira” estava praticamente extinto no momento da publicação, devido ao progresso das comunicações e à expansão do ensino. Foi para deixar documentados os traços característicos daquela variedade que Amaral provavelmente decidiu empreender seu trabalho, que acaba de ganhar uma nova edição comemorativa.

O principal interesse de O dialeto caipira para o público leitor de hoje está, quase paradoxalmente, no fato de que quase todos os fenômenos apresentados ali como “dialetais”, isto é, próprios de uma variedade especíica, não se limitam ao interior do Estado de São Paulo, área estudada por Amadeu Amaral. Também de forma paradoxal, então, o dialeto que supostamente tinha desaparecido continuava (e continua) a existir, e o próprio autor reconhece, em diversos momentos do texto, que vários daqueles fenômenos ocorriam também em todo o Brasil, não só em falares de populações rurais sem acesso à educação formal, como também na atividade linguística de pessoas “cultas” da zona urbana. E suas percepções estavam corretas.

Outras publicações dialetológicas das primeiras décadas do século 20 foram se sucedendo, até que em 1950 o carioca Serafim da Silva Neto (1917-1960) lançou a sua Introdução ao estudo da língua portuguesa no Brasil, uma obra pioneira em sua tentativa de descrever o português brasileiro com os dados e a metodologia disponíveis na época. Nesse livro, Silva Neto mostra que muitos dos fenômenos linguísticos até então rotulados como exclusividades de falares locais específicas eram, na verdade, conforme escreveu, “pan-brasileiros”, isto é, encontráveis em praticamente todas as regiões do país, do extremo norte ao extremo sul, de leste a oeste. As incontáveis investigações dialetológicas e sociolinguísticas realizadas desde então vêm comprovando que as chamadas “variedades populares” do português brasileiro apresentam uma grande convergência de traços, sobretudo no que diz respeito à morfossintaxe, ou seja, à gramática propriamente dita. As particularidades se limitam quase sempre a características fonéticas e, claro, ao vocabulário, que é sempre um repositório da cultura local. E mesmo no campo da fonética, sabemos que pronúncias como broco, praca, ingrês (para “bloco”, “placa”, “inglês”) e trabaio, véio, paia (para “trabalho”, “velho”, “palha”) ocorrem em todas as regiões do Brasil, no campo ou na cidade. Desse modo, o que “sobra” do dialeto caipira, depois de bem peneirado, é praticamente um único traço fonético: a pronúncia retroflexa do “r” em travamento silábico de palavras como porta, verde, corpo, pronúncia que recebe precisamente o nome popular de “R caipira”.

Os principais aspectos morfossintáticos assinalados por Amadeu Amaral constituem, de fato, regras já há muito tempo bem assentadas na gramática do português brasileiro mais geral. São usos que ocorrem tanto na fala das pessoas das camadas sociais menos privilegiadas quanto na das pessoas ditas “cultas”, quando não estão policiando sua atividade linguística: a diferença é basicamente de frequência desses usos. E diversos desses aspectos gramaticais já têm se enraizado com firmeza também na escrita de gêneros textuais mais monitorados, o que comprova a tese de que a mudança linguística, inevitável, avança da fala mais espontânea até a escrita mais formal, a despeito de toda a luta normativa de tentar frear essa mudança.

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O dialeto caipira, de Amadeu Amaral

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O dialeto caipira, de Amadeu Amaral (a partir da leitura da obra e do imprescindível artigo de Vandersí Sant’Ana Castro, “Revisitando Amadeu Amaral”. In: Estudos Linguísticos XXXV, p. 1937-1944, 2006. [1937/1944])

O Dialeto Caipira, publicado há exatos 100 anos, é uma obra de referência na história da dialetologia brasileira e um marco na história da linguística no Brasil. Feito com método (pesquisa in loco, clareza, critério, objetividade e precisão), é a primeira obra que procura descrever de forma abrangente um falar regional brasileiro. Até então, os estudos de dialetos enfocavam quase que só o léxico do português do Brasil, em âmbito geral ou regional, constituindo-se em dicionários e vocabulários. Diferentemente, o estudo de Amaral revela uma preocupação mais ampla, procurando descrever o falar caipira em seus diferentes aspectos fonético, lexical, morfológico e sintático.

Nas palavras de Vandersí Sant’Anna:

Diz-nos o Autor que até mais ou menos a última década do século XIX, tivemos “um dialeto bem pronunciado, no território da antiga província de S. Paulo” o falar caipira , “bastante característico para ser notado pelos mais desprevenidos como um sistema distinto e inconfundível”. Esse falar “dominava em absoluto a grande maioria da população e estendia sua influência à própria minoria culta. (...) Ao tempo em que o célebre falar paulista reinava sem contraste sensível, o caipirismo não existia apenas na linguagem, mas em todas as manifestações da nossa vida provinciana” (Amaral, 1982: 41). Todavia, no correr do final do século XIX e início do século XX, por atuação de fatores que alteraram o meio social (libertação dos escravos, crescimento da população, imigração, ampliação das vias de comunicação e do comércio, extraordinário incremento da educação), os “genuínos caipiras, os roceiros ignorantes e atrasados”, e o caipirismo vão perdendo seu espaço de influência. De tal forma que, à época em que o Autor desenvolve sua pesquisa, o falar caipira se acha “acantoado em pequenas localidades” que ficaram à margem do progresso, subsistindo “na boca de pessoas idosas”, observando-se, entretanto, que “certos remanescentes de seu predomínio de outrora ainda flutuam na linguagem corrente de todo o Estado, em luta com outras tendências, criadas pelas novas condições” (Amaral, 1982: 41-42). É esse falar que Amadeu Amaral descreve, numa tentativa de documentá-lo antes que se perca.

O material linguístico observado por Amadeu Amaral refere-se predominantemente aos municípios de Capivari, Piracicaba, Tietê, Itu, Sorocaba e São Carlos, mas é interessante aprender com o autor que o dialeto caipira era muito usado em toda a província (o estado de São Paulo), pela maioria da população e também por uma minoria culta. Isso deu aos paulistas a fama de corromperem o vernáculo com seus vícios de linguagem.

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